sexta-feira, 3 de junho de 2011

O vôo sem volta para a França


Em 15 de dezembro de 1944, o major Glenn Miller subiu em um avião monomotor Norseman numa pista militar perto de Bedford, uns 65 KM de londres. Miller fora chamado para reger sua apreciada orquestra da Força Aérea e do exército dos EUA num concerto de Natal para as tropas aliadas na semana seguinte, em paris, já libertada. À última hora, pedira que fossem alteradas as instruções que recebera, de modo a poder chegar à frança antes de sua orquestra. Sempre Nervoso ao voar, Miller mostrou-se apreensivo com o monomotor, mas o seu companheiro de viagem, o coronel Norman Baesell, o acalmara. Pouco Tempo depois, o Norseman levantava vôo para nunca mais ser visto. Só na véspera do natal, a esposa de Glenn recebeu o comunicado ofocial do desaparecimento do marido. A polêmica do fato parte do princípo de que o avião de Glenn possa ter sido alvejado por fogo, sebe-se lá, inimigo, ou até mesmo amigo. A inexistência de inquéritos ou documentos em relação ao ocorrido gera desconfianças. A essa altura da guerra, de certo, as forças aliadas tinham problêmas muito mais urgentes para resolver: Acabar com uma guerra que já ceifara 45 milhões de almas. Boatos sobre um possível erro de comunicação da força aérea colocam ainda mais lenha na fogueira do caso. O avião de Miller poderia ter sido confundido e abatido por próprio fogo amigo. Pelas décadas seguintes, familiares e amigos de Miller correram em busca do esclarecimento do fato. Passados 65 anos, o que teria realmente acontecido com o maestro durante o trajeto? Teria sido seu avião abatido? e se foi, por quem? fogo inimigo, ou amigo? Provavelmente nunca saberemos de tal desfecho. Glenn Miller era um dos mais referenciados maestros da época, e sua morte fora um desperdício para o mundo da música. Seu vôo até os dias atuais, nunca encontrou o destino.