quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Tempo, fique parado.


Viro minhas costas para o vento
Para tomar o fôlego
Antes de começar novamente
Dirigindo ...
Sem um momento à perder

Eu deixei minha pele ficar desbotada
Eu gostaria de parar
Não importa o que eu finja
Como algum peregrino
Que aprende a transcender
Aprende a viver

Tempo fique parado
Eu não estou olhando para trás
Mas agora eu quero olhar ao meu redor
Ver mais das pessoas
E dos lugares que me cercam agora

Eu viro minha face para o sol
Fecho os meus olhos
Abaixo minhas defesas
Todas aqueles ferimentos
Que eu não posso curar...

Eu deixo o meu passado ir muito rápido
Sem tempo pra parar
Se eu pudesse diminuir toda essa velocidade
Como algum capitão,
Cujo navio está encalhado
Eu posso esperar até a maré chegar

Eu não estou olhando para trás
Mas agora eu quero olhar ao meu redor
Ver mais das pessoas
E dos lugares que me cercam agora
Tempo fique parado

O Verão está indo rápido,
As noites ficando mais frias
Crianças crescendo,
Velhos amigos ficando mais velhos

Congele este momento
Um pouco mais
Faça cada sensação
Um pouco mais forte.

domingo, 11 de abril de 2010

Memórias da Polícia Política do Espírito Santo


Nos últimos tempos, é perceptível uma crescente preocupação na revelação e abertura dos arquivos remanescentes do Regime Militar Brasileiro (64-85) afim de que possam esclarecer a sociedade o que de fato ocorria no reservado sistema de informações do governo militar. Analisando esse contexto, o projeto “memórias da polícia política capixaba” visa, dentro do estado do espírito santo, fazer um levantamento apurado em relação às ações cometidas pelos órgãos de repressão durante o período.

Sob a coordenação do professor doutor Pedro Ernesto Fagundes e auxílio dos alunos de História Thiago Elias Tognere e Hebert Rocha, o projeto terá como ponto fundamental de pesquisa e análise documental o Arquivo Público Capixaba onde se encontram hospedados os acervos burocráticos do DOPS e DOI-CODI do Espírito Santo. Há também a utilização, como óbvio, de bibliografia específica e demais trabalhos de autores renomados sobre temas envolvendo regime militar brasileiro, tais como Carlos Fico, Gertz, dentre outros.

Muito pouco se sabe sobre como agiram as estruturas repressivas no estado, pessoas procuradas e atos cotidianos dos órgãos de repressão no espírito santo. As pesquisas visam esclarecer como o espírito santo estava inserido dentro do sistema nacional de informações bem como o posicionamento das autoridades capixabas mediante a ameaça do “inimigo interno”.

O medo da subversão, do suposto terrorismo e da militarização da esquerda radical no estado, bem como no restante do país, obrigavam, mesmo num estado de menores proporções, a criação de sistemas de informações capazes de deter a qualquer custo prováveis ameaças à “ordem vigente”. Nesses aspectos a analise de documentos será de suma importância para o entendimento de tais ações no ES.

Em breve, mais informações.
Stay!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A ultima linhagem dos Valois e as guerras religiosas (1515 - 1589)


Sem sombra de dúvida, o início do século XVI não foi nada tranqüilo para os franceses. Os problemas tinham início mesmo antes de começarem, a casa de Valois, dinastia reinante desde o século XIV, já se encontrava dando mostras de crise eminente. Campanhas hostis por territórios italianos e a ENCRENCA com o imperador germânico Carlos V deram o tom do destino da política francesa ao raiar da era moderna. O apoio da igreja católica nunca foi tão precioso nesse momento de incertezas do reino Frances. Por volta de 1519, porém, a igreja Francesa questiona as atitudes do primogênito da ultima linhagem dinástica dos Valois, o rei Francisco I (1515 – 1547), tudo por conta da chamada “Concordata de Bolonha” que significou uma das manobras políticas mais importantes para a consolidação do absolutismo francês. Através do acordo, passava à jurisdição do rei francês a total autonomia de nomear membros do alto clero sem interferências significativas. O problema, entretanto, revelou-se na contrariedade do clero francês em aceitar tal autonomia real e a quebra de algumas tradições da instituição religiosa. Com as estruturas abaladas, o reino Frances viu brotar, a partir de 1520 um novo problema, a expansão protestante.

Vale ressaltar que o continente europeu vivia o auge da Reforma Religiosa e parte da sociedade francesa foi rapidamente influenciada pelas doutrinas reformistas, dentre elas, o calvinismo. O alerta soou rapidamente no alto clero Frances e medidas imediatas “tentaram” ser tomadas a fim de conter o avanço das novas concepções religiosas. A igreja consultou o rei Francisco I cobrando atitudes, mas a resposta real foi firme e preocupante: “temos problemas maiores a resolver”. O rei se referia às disputas com o sacro império e em particular com seu imperador que exercia influência gigantesca na política do continente. As relações entre clero e rei se abalam e só a sucessão poderia trazer alguma novidade para a igreja. Com a morte de Francisco I assume o trono o rei Henrique II (1547 – 1559) que iniciaria de fato a contenção violenta ao protestantismo dentro da França.

Durante seu reinado, Henrique II, que se casara com Catarina De Medicis, entrou definitivamente na luta contra os focos protestantes dentro do reino. Os protestantes ou huguenotes tinham adesão de parte da pequena e média burguesia, além, de alguns chefes militares como, por exemplo, o Almirante Gaspar Coligny. Os focos mais resistentes dos protestantes estavam em regiões como La Rochelle e Le Havre no litoral oeste francês, dentre outras. As incursões militares foram constantes até as tréguas do final do reinado de Henrique III. Conspirações dos huguenotes com inimigos da França tais como a Inglaterra, acirravam ainda mais as disputas religiosas.

Enquanto huguenotes e católicos se digladiavam nas ruas de Paris e por todo território francês, a situação política do reino se complicava. A morte prematura do rei Henrique II exigiu a sucessão imediata. Seu sucessor legitimo, o filho Francisco de Valois, além de menor de idade, era portador de enfermidades graves e por isso as previsões já davam conta de que seu reinado não iria muito longe. Sua mãe, Catarina de Medicis é declarada regente do trono, mas um ano após o jovem rei vem a falecer. Os filhos e filhas de Catarina como o rei Henrique II eram enfermos pela proximidade de parentesco e a sucessão seria uma tarefa nada fácil. Assume então, mesmo sob a desconfiança geral, seu irmão com o título de Carlos IX que ainda menor de idade teve sua mãe como regente.

O reinado de Carlos IX resumidamente pode ser definido como um período de extrema manipulação de sua mãe Catarina e de famílias da corte, como os guise que lideravam uma facção católica radical, a liga católica. Em 1562, é editado o primeiro código de leis a fim de estabelecer concessões aos huguenotes, o Édito de Saint Germain. Através dele, o culto calvinista na frança seria liberado desde que fosse realizado fora dos limites urbanos e autorizou a criação de meios de defesa aos protestantes. A paz, porém, ainda era distante, pois o documento desagradou profundamente a elite católica reacionária comandada pelos guise. Em 1572, Catarina e o Duque Henrique de Guise encomendam o assassinato do Almirante Gaspar Coligny, mas o plano fracassa. A rainha mãe, então, convence o filho a repreender os protestantes e na madrugada de 24 de agosto algumas regiões estratégicas dos huguenotes são atacadas por forças enviadas pelo rei. Aproximadamente 2 mil protestantes foram massacrados enquanto dormiam no episódio que ficou conhecido como “Noite de são Bartolomeu”.

A sucessão de Carlos IX foi ainda mais dramática, as lutas religiosas e a fraca autoridade da dinastia decadente implantaram ainda mais caos na frança. Henrique III, sucessor de Carlos IX, não contava com apoio maciço da nobreza francesa e se sustentava por laços de fidelidade pouco arranjados. Por outro lado, os Guise iniciavam uma série de conspirações contra a família real em busca do trono, a guerra foi inevitável. O rei francês Henrique III se choca com o duque Henrique de Guise e inicia um conflito feroz pelo trono. O rei francês ganha o apoio do cunhado Henrique de Navarra e três Henriques entram em confronto pelo poder. Esse conflito, denominado como “guerra dos três Henriques” definiu os rumos finais da dinastia de Valois, uma vez que, com a morte do rei no conflito, Henrique de Navarra é coroado rei com o título de Henrique IV. Sua coroação, representou o fim dos Valois e o início da dinastia dos Bourbons.

Ps: Texto coloquial, sem compromisso com padrões*

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Considerações Inúteis




Bom, voltei. Sim, eu continuo achando que escrever nisso aqui ainda vale a pena. Vale a pena não por eu ter uma obrigaçãozinha estúpida na condição em que estou profissionalmente, mas porque eu necessito de vomitar as podridões que como com os olhos e ouvidos. A minha crítica repugnante tem se tornado minha maior inimiga nos últimos anos pelo fato de eu ser digamos, idiota. Idiota? Sim! O grande bobalhão. Então, pra evitar que eu me auto-flagele injustamente, eu resolvi me manifestar da forma mais conveniente e, é claro, da forma em que eu mais me garanto, pela internet.
“Pela internet, você me diverte, me dizendo coisas que nem sei, Hoje logo depois que eu acordei, bla bla bla ... “ em ritmo de samba nostálgico* eu reinicio minhas aventuras nesse blog(aliás, quando foi que começou? Vocês estão vendo algo?) As vezes penso no quanto eu poderia ser melhor se fosse mais humano e ser mais humano, portanto, significa de forma invertida ser menos intelectual. Eu quero fugir um pouco desse mundo fundamentalista que me faz feliz por um lado e me massacra do outro, não que eu seja um retardado infeliz, depressivo e adjetivos ruins por aí (muito pelo contrário) só que meu espírito é simples. Eu percebi nos últimos três anos que sou um grande ator, e por isso enviarei meu CV pra rede Record (ta pagando melhor).
Minhas crises de baixa estima se confrontam com meu “HIPER EGO PHODON” e causam estardalhaço, eu to cansado disso, cansei de ser o grande Hebert santo das causas históricas impossíveis pra cair na real e ser o... Hebert, 21 anos, magro, feio, porém, piedoso e humano, demasiadamente, humano.
Nesses últimos anos, Deus me mostrou e diariamente me mostra que de nada adianta saber loucuras, quando se perde a noção da humanidade, do respeito ao próximo e por si mesmo. Ok chega!

Você achou esse texto idiota? Ridículo? Que coincidência meo!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Meio abandonado isso aqui, deixe-me voltar psicologicamente das férias.