sábado, 26 de fevereiro de 2011

Uma Mata Hari dos anos 60


Em 1963, a Inglaterra foi abalada por um escândalo sexual que, devido ao cenário ideológico paranóico da época, tomou proporções diplomáticas indigestas. Me refiro ao estardalhaço provocado pela dançarina Christine Keeler, e que envolveu o então ministro da defesa inglês, John Profumo e um oficial da marinha soviética, Eugênio Ivanov. Superficialmente, tal ocorrência não passaria de mais um caso de idas e vindas da vida particular depravada de alguns membros do alto escalão militar europeu, não fossem as circunstâncias e historietas inventadas pela fertilidade hostil da mentalidade política internacional do período.

O ocorrido se assemelha ao famoso caso Mata Hari, uma cortesã que usava de seus encantos para transitar nos glamourosos epicentros da sociedade européia. Em idos de 1917, porém, foi acusada pelos franceses de espionagem e de prestar serviços de informação aos inimigos alemães. Segundo consta, Mata Hari foi condenada ao fuzilamento. Christine keeler, assim como Mata Hari, se usava de seus encantos de dançarina topless num cabaré para atrair e se valer da “generosidade” dos que a cortejavam. O grande fator problema da situação, se dá no fato de que, em pleno auge da guerra fria, Christine manteve relações afetuosas simultâneas com um membro do alto escalão das forças armadas da Inglaterra e outro, de mesma importância, da URSS. Bastou isso, para que explodisse dentro do reino inglês a suspeita de que Christine estivesse repassando informações militares confidenciais a Moscou.

Para a sorte de Christine, os reflexos da polêmica foram, de longe, mais brandos do que os atribuidos à Mata Hari. As conseqüências foram apenas midiáticas, pelo contrário, Christine ficou famosa. As análises porém partem do pressuposto de que tal caso de poligamia ocorrido na Inglaterra alcançou status diplomático. No início da década de 1960, a guerra fria atingira seu apogeu. As constantes ameaças entre EUA e URSS geravam uma sensível rede de informações que soavam o alarme contra a subversão ao simples toque. A forma como as situações eram lidas pelos sistemas de informação do ocidente, contava com uma sincronia de interpretações grotescas e que atingiam seus alvos a qualquer custo.

Apesar da riqueza de interpretações fornecida pela materialidade dos fatos, o acontecido com Christine Keeler apenas traduz a realidade temperamental do contexto mundial da época. Assim como Christine, milhares de pessoas no mundo ocidental, foram vítimas de acusações de espionagem parecidas, e muitas pagaram por isso. Em 1953, dado um exemplo, o mundo assistiu impotente a condenação do casal Julius e Ethel Rosenberg nos EUA mesmo nunca tendo sido provado que agiam em serviço inimigo. A guerra fria criou ao longo de seu curso, a incrível e implacável capacidade de fazer bodes expiatórios que eram usados, até por vezes, para encobrir falhas, exageros provocados pela mente fértil daqueles engajados na luta contra o inimigo invisível.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Do 13 de maio ao 15 de novembro. A imperfeição de uma sincronia perfeita





Cronologicamente, abolição e o advento da república são apenas datas comemorativas separadas por um espaço de tempo ínfimo e que, aparentemente, nada tem haver uma com a outra. Pelo menos assim, nos foi passado pela educação básica durante décadas. A preocupação fútil em relevar-se apenas como datas de um pseudo e forjado patriotismo, distancia a sociedade das verdadeiras e controversas ligações entre tais eventos. Mais do que 1 ano 5 meses e 2 dias, abolição e proclamação são interligadas por uma rede sensível que causou abalos estruturais capazes de desbancar a pomposa monarquia brasileira. A Lei Áurea que por muito tempo foi vista simplesmente como a ultima alforria, é também o atestado de óbito do já enfraquecido império do Brasil.

A abolição da escravatura, automaticamente forneceu as ultimas peças necessárias ao quebra cabeça que levaria os republicanos finalmente ao poder. A grande questão, porém, está justamente no pós 15 de novembro. A Lei Áurea, era clara quanto a garantia de inserção dos negros à sociedade e à cidadania plena. Não houve, porém nenhuma preocupação nem sequer gratidão por parte do governo em fazer valer tais garantias. Os agora Ex-escravos foram libertos e ao mesmo tempo presos à própria sorte, sem rumo ou qualquer perspectiva de sobrevivência no mundo selvagem da primeira república. Homens e mulheres filhos de gerações que sofreram a labuta cruel do sistema escravista, foram vítimas da falta de consideração do sistema republicano que, involuntariamente eles ajudaram a construir.

Erra quem pensa que o 13 de maio representou o fim das chibatadas e dos açoites terríveis. Precisaram seqüestrar navios de guerra para que seus clamores fossem ouvidos, se não pela voz pelos tiros de canhão. Bravo joão Cândido. Agora, não temeriam mais ao capataz, pois o capataz seria a própria sociedade. Como se não bastasse, é impossível apagar 400 anos de passado escravista com pedaços de papel e comemorações. Não se mata o monstro cultural do preconceito de uma hora para outra. Os negros do pós abolição conviveram com o inimigo implacável do tempo e das máculas que ele produziu, somados ao descaso do governo republicano chegamos à conclusão de que se os negros daquele período soubessem que o 13 de maio levaria ao 15 de novembro, certamente teriam dito não à “liberdade”.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Os TIRANOssauros




No mundo jurássico, nenhuma espécie é tão intrigante ou chama mais a atenção do que os famigerados e sempre com fome, tiranossauros. Eram criaturinhas de sangue frio e dentes imponentes que, em conjunto com algumas outras espécies, formavam o topo da cadeia alimentar do planeta terra a milhões de anos atrás. Suspeita-se que tenham sido levados à extinção pela queda de um meteoro que apesar de não ter destruído todo o planeta, formou um inverno de poeira e gases que ceifou todos os dinossauros. Verdade ou não a teoria do meteoro, faço saber a todos que os perigosos tiranossauros continuam entre nós. Continuam entre nós, não com uma carapaça dura e dentes imponentes, eles evoluíram, são como nós. Uma coisa, porém, não mudou em praticamente nada, o sangue frio.

Atualmente, os tiranossauros não saem por aí devorando presas com suas garras e dentes vorazes, mandam que outros o façam. Quem, por ventura, se opõe ao regime dos tiranossauros, é perseguido capturado, torturado e morto. Os tiranossauros não mais matam de imediato, humilham e produzem na presa uma morte ainda mais dolorosa, a morte por terror. Tais criaturas não matam mais para sobreviver, matam para que seus interesses possam sobreviver, ou mais vulgarmente falando, matam por esporte. Ninguém pode sozinho com o regime dos tiranossauros, eles não usam mais os dentes, usam apenas o sangue frio e uma invenção do passado recente, o fogo de metralhadora.

Nos últimos dias, entretanto, o regime dos tiranossauros vem sido abalado por uma revolta vinda do submundo da cadeia alimentar, a revolta das presas. Essas presas que nada mais tem haver com a sobrevivência de um habitat natural, lutam pela sobrevivência de si próprios e de seus sonhos mais primitivos, tão primitivos quanto os tiranossauros. O status quo atual mostra que a classe dos tiranossauros está sendo abalada em suas estruturas naturais, as presas não querem e não aceitam mais se submeterem aos seus mandos e desmandos, as presas querem ser livres. Há de se pensar, o esforço para deter a imponente classe dos sangue frio será tamanho. Muitas vidas serão devoradas pelo embate corpo a corpo, muito sangue será derramado até que os grandes monstros de sangue frio sejam destruidos finalmente. A partir daí, fica a pergunta: Onde está o meteoro quando se precisa dele?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Aos que virão depois de nós




Eu vivo em tempos sombrios.
Uma linguagem sem malícia é sinal de
estupidez,
uma testa sem rugas é sinal de indiferença.
Aquele que ainda ri é porque ainda não
recebeu a terrível notícia.

Que tempos são esses, quando
falar sobre flores é quase um crime.
Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?
Aquele que cruza tranqüilamente a rua
já está então inacessível aos amigos
que se encontram necessitados?

É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.
Mas acreditem: é por acaso. Nado do que eu faço
Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.
Por acaso estou sendo poupado.
(Se a minha sorte me deixa estou perdido!)

Dizem-me: come e bebe!
Fica feliz por teres o que tens!
Mas como é que posso comer e beber,
se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome?
se o copo de água que eu bebo, faz falta a
quem tem sede?
Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.

Bertold Brecht

Regrinhas do bom orador inscrito.




Desde muito tempo, esta criatura que vos fala criou o hábito grotesco de assistir aos canais oficiais do governo brasileiro (TV senado, TV câmara e vai por aí). Não sei se isso é produto do meu criticismo crônico, ou se é por causa dos meus problemas mentais mesmo. Seja lá o que for, há de se convir que reparar o “mão na massa” dos políticos nas câmaras do legislativo é bem divertido (pra mim, é … pelo menos). O mais interessante, por incrível que possa parecer, é o talento dos oradores inscritos durante os dias de sessão. As técnicas de discurso e oratória são as mais variadas, por exemplo: Sempre no início do discurso, os nobres parlamentares dão AQUELA PATCHA pigarreada. Isso me faz lembrar a ex senadora Heloisa Helena do PSOL*, era pigarro no discurso inteiro, parecia estar entalada com uma barata viva, mas ela pigarreando falava melhor que FHC em congresso de ciência política. Outra mania muito interessante dos nobres tribunos é a famosa puxada de saco no presidente da mesa, principalmente os mais falastrões, pois o presidente da mesa é quem controla o tempo de uso da palavra. Ou seja, se você anda deprimido, com raiva do mundo e da vida que existe nele, é só se colocar na pessoa do presidente da mesa*, vai dar impressão que você é o máximo e ainda por cima que ganha 27 mil reais por mês! Técnica também usada pela turma é sempre citar o nome dos colegas que, com todo saco do mundo, estão ouvindo o discurso. É uma espécie de ACORDA MEU FILHO! Por aí. Outra (essa é bem legal, sem ironia) é a mania dos senadores mais velhos de contarem a história do Brasil. Cito o senador Pedro Simon do RS, que quase sempre em seus discursos lembra com carinho do nome de seu grande e imortal amigo “Dr. Getúlio”, é bom ver que a alma penada de Vargas ainda fala pelos cotovelos de seus pupilos. Durantes os discursos, alguns políticos mais digamos intertextualizados ao cenário POP costumam demonstrar seus dotes recitando poesias, contando piadas e até cantando. Quem não se lembra do Senador Suplicy – PT/SP cantando racionais? (kkkkk, tive que rir).

Em fim, não importa a técnica que use para se dirigir ao público, apenas TENHA ALGO ÚTIL PARA FALAR DEPOIS DE TODOS ESSES RITUAIS. Exponha alguma coisa que efetivamente vá trazer mudanças melhorias ou alguma significação a setores da sociedade. Mas, se não for possível, continuem inventando moda, o hebert agradece.

Gastronomia Brasileira - O bolo*


Dando continuidade a esse apetitoso assunto, comentaremos sobre outra iguaria muito apreciada, principalmente nos lares brasileiros, o bom e velho bolo da vovó. É uma receita simples, sem grandes segredos e apresenta aspectos regionais específicos. Analisando com certo saudosismo, dizemos que tal prato exala o cheiro da infância de muitos de nós. São de chocolate, baunilha (chaves, hahahah) festa, de fubá, milho e até, acreditem, de dinheiro! Não entendeu? Deixe-me explicar.

Todos sabemos que o Brasil viveu 21 longos e tortuosos anos de ditadura militar. Dentro desse tempo, pessoas inocentes pagaram caro por crimes que não cometeram, ou se cometeram, certamente se subverteram à ordem vigente. Mas, deixemos assuntos sobre crimes contra a vida para outra hora. A questão, porém, se dá a partir da instituição do chamado, “milagre brasileiro” durante a fase mais violenta do regime militar, o “reinado” do general Emílio Garrastazu Médici (1969-1974). Paradoxalmente a toda baderna e violência estabelecidas nesse tempo, o Brasil vivia a sua melhor e jamais vista situação financeira em todos os tempos. O incentivo governamental em obras públicas, projetos de desenvolvimento industrial e capital externo gerou para o “Brasil dos generais” um status quo econômico, digamos, confortável. Paralelo a esse bom momento, havia ainda uma preocupação eminente: A distribuição de renda continuava defasada. A solução encontrada pelo então ministro do planejamento, Delfim Netto (O super ministro!) foi formar um delicioso ”bolo” que seria constituído por arrochos salariais, ou seja, por parte do salário de milhões de trabalhadores brasileiros, dentre outros ”ingredientes”.

A promessa feita pelos homens do poder foi a de REPARTIR O BOLO com a população como símbolo da ”festa econômica brasileira”. O problema, é que o tempo foi passando e nada de repartirem o tal bolo! O povo sedento por melhores condições de vida e trabalho não sentia sequer o cheiro do tão esperado petisco. O tempo passou, e nada.

A realidade foi irônica. Comeram todo o bolo as escondidas e não deixaram um só pedaço para quem forneceu os ingredientes. A doce promessa feita aos brasileiros acabou sendo consumida por aqueles que estavam, a muito, de barriga cheia. Demos os ingredientes, mas não fomos convidados para a festa pobre que eles armaram. Deliciosa ilusão.

Gastronomia Brasileira - A pizza*



Como sabemos a séculos, a nossa pátria amada, idolatrada, salve, salve apresenta um dos maiores índices de sincretismo cultural do mundo. Essa mistura étnica, tendo como base (não desconsiderando outras) índios, negros e portugueses promove uma multiplicidade incrível de práticas sociais, hábitos e costumes que trazem como fator marcante, por exemplo, a bela e deliciosa gastronomia tupiniquim.

A nossa variedade gastronômica, alusória à grande miscigenação ocorrente, encanta aos mais variados paladares dos mais variados países, em fim, é maravilhosa. O mais impressionante é que a comida tem um significado quase ESPIRITUAL para o brasileiro! Para terem uma idéia, pesquisas mostram que comer, para os habitantes da terra papagaios*, gera o mesmo prazer de uma relação sexual! (Obs: fazer sexo ainda é melhor!) em todas as atividades diárias sentimos a necessidade de ter comida por perto, da hora do trabalho até o fim do dia.

Até nas relações inter pessoais temos o hábito de fazer comparações loucas com algo da culinária, deixe-me explicar: Quando passa uma mulher com curvas mais, digamos, bem trabalhadas, costumamos dizer com pouca ou nenhuma vergonha na cara: ”Que filé”, "gostosa", chamamos nossas namoradas de "xuxuzinho","docinho de coco",falamos que nossos amigos são uns "cabeças de pudim", os amigos gordinhos são uns "bolos fofo"(Aliás, do bolo falo daqui a pouco), na TV, mulheres sem talentos intelectuais notórios são "melancias" "melões", pêra, uva, maçã, salada mista, comida se torna adjetivo, adjetivo se torna comida, em fim, isso é louco!

Hoje em dia, porém, o prato mais comentado é a PIZZA. Não é genuinamente brasileiro, assim como vários itens de nossa culinária, mas é consumido em larga escala nos bares, RESTORANTES*, motéis, casas de pessoas normais, anormais, e principalmente, no senado federal e câmara dos deputados.

Como temos visto e ouvido, nossa política está sendo consumida por bocas e estômagos sedentos de RECEITAS recheadas com o doce sabor do poder. Só que, infelizmente, quando toda essa comida apodrece e começa a feder, eles recorrem ironicamente à PIZZA, por que dizem que é nutritiva e saudável. O problema é que o consumo demasiado desse delicioso prato pelos nobres políticos, gera indigestão, problemas estomacais, e o pior de tudo, é que quem passa mal, não são os tais consumidores de Brasília, mas sim as crianças carentes, mães e pais de família desempregados que são obrigados a engolir tudo isso, e estranhamente continuam passando fome.

Parar de tentar salvar a África?


"Parar de tentar salvar a África". Definitivamente um tema controverso. Desde os tempos da descolonização africana no século XX, a situação do continente gera preocupações de ordem mundial devido ao conjunto de tropeços que se seguiram à divisão em nações independentes. A interferência internacional na organização dos estados africanos gerou um descompasso étnico dentro da própria áfrica. Isso tudo porque não houve respeito nem, tão pouco, conhecimento das diversidades étnicas africanas. As autóctones e ancestrais etnias africanas, quase sempre rivais, foram remanejadas de modo a conviver sob o mesmo teto. A disposição dos estados africanos uniu tragicamente territórios étnicos distintos e causou um verdadeiro estardalhaço dentro do continente. A luta dos africanos, agora, não seria mais contra os cruéis colonizadores europeus, mas sim contra eles próprios.

A violação territorial após a divisão, produziu um fenômeno catastrófico dentro de quase todo o continente: A formação de facções guerrilheiras. Tais organizações paramilitares chefiam localidades estratégicas da áfrica sendo alimentadas pelo tráfico de armas e extração de metais preciosos. O clima de instabilidade e guerra civil foi automaticamente criado pelos interesses internacionais controversos em emancipar os países africanos. O resultado de toda essa “lambança” é, sem dúvida, a calamidade social africana. A fome, a miséria e a falta de vida digna são produtos das equações mal resolvidas pela história.

Para tentar amenizar esse estado de coisas, ONG’s, artistas, empresas e fundos internacionais se propõem a ajudar o povo africano sedento por melhores condições de vida. Em 1985 os indicadores da pobreza na Etiópia levaram os mega astros da música e cinema a realizarem o LIVE AID. Bob Geldof, Sting, Dire Straits, Madonna, U2 e muitos outros levantaram a bandeira contra a miséria em dois shows simultâneos, um em Londres (UK) e outro na Filadélfia (EUA). Michael Jackson, também sensibilizado com a situação cria a campanha “USA FOR AFRICA” que reuniu grandes astros da música americana. Em 1988 os astros da musica se reúnem novamente para o concerto “MANDELA LIVE” que criou uma corrente mundial pela libertação de Nelson Mandela e o fim do regime de segregação racial da áfrica do sul, o Apartheid. Isso sem contar os projetos intra africanos de ajuda e erradicação da fome e epidemias.

As ações de auxílio ao povo africano dentro ou fora do continente são válidas, mas também produzem efeitos negativos na vida e na cultura africana. O povo ao ser auxiliado por fundos internacionais, missões religiosas, artistas dentre outros, perde sua identidade cultural. Costumes e línguas originárias são exterminados pela influência internacional. Religiões milenares e rituais ancestrais são massacrados junto com toda carga cultural hereditária.

Parar de salvar a áfrica não seria abandonar seu povo a própria sorte, mas sim, ajudar sem desrespeitar as diferenças culturais valorizando o conteúdo milenar de um povo que se originou da mesma Eva genética do restante da humanidade e que representa o início de nossa dominação na terra.